Posts Tagged ‘愛’

É uma sensação intensa, extremamente boa, que me deixa sorrindo por horas, que eu quero que dure pra sempre, que me faz sorrir, que me faz sentir vivo.

É aquele sentimento de querer estar perto, de querer cuidar e ser cuidado, de ficar com saudade logo depois de se despedir, de se sentir confortável e seguro.

É pensar em você a todo momento, e a todo momento querer estar junto.

É amar quem eu sou, com todos meus defeitos, e aprender a melhorar.

É amar quem você é, com todos seus defeitos, que o tornam mais perfeito.

É aguentar as brincadeiras e manias de cada um, é ser paciente, é ensinar, é repreender.

É fazer nada.

É fazer tudo.

É demonstrar o que sinto, e aproveitar todas as oportunidades para não se arrepender depois.

É ser romântico, louco, bobo.

É simplesmente…

Apesar de tudo isso, ainda não sei explicar.

Não sei explicar o modo como meu coração canta ao te ver, como me sinto leve e feliz ao estar ao seu lado.

Não sei explicar aquele nervosismo, aquelas borboletas dançando em meu estômago, toda vez que você olha para mim.

Não sei explicar o quanto eu gosto dos seus abraços, dos seus carinhos e dos seus beijos.

Não sei explicar o modo como você colore meus dias com seu sorriso.

Não sei explicar o modo como você me faz rir com as coisas mais triviais do dia a dia.

Não sei explicar essa felicidade inquietante que corre em minhas veias.

Não sei explicar…

Não sei explicar…é simplesmente…

Amor.

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Kiss

Posted: 2012.Novembro.6. in Love
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You came wearing a coat and a scarf that covered your mouth and nose. You hugged me tight and looked at me.

After a while there I asked blushing “You’re not gonna give me a kiss?”.

You smiled sadly “Sorry…I’m sick.”

When you turned around I quickly held your hand and you looked back.

“Awn…don’t make that face. There’s no way to resist that…”, you said playful.

Then you pulled me closer, uncovered your mouth and gave me a kiss. A long and passionate kiss.

“Don’t blame me if you get sick, you know.”, you hugged me.

“It’s worth it!”

So you held my hand and we went walking down the street, talking about our day.

Waltz With Me

Posted: 2012.Outubro.2. in Love
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The Anual Masquerade. That’s where I was standing. I really don’t know why, though. Didn’t wanna go, but my friends insisted so much I accepted just to make them shut up…dancing is not my thing. It was my first masquerade and I once more questioned myself why I was there.

The ball itself hadn’t started. We were talking about our childhood memories, laughing a lot. Well, I cannot say I didn’t enjoy that, but I wished I was somewhere else…with somebody else. I sighed and looked away from our group. Something caught my eyes as I gazed through the room. Coming down the stairway, I saw him.

So perfectly stunning, with that smile I always loved to see brighting up the room. Every step he took made my heart beat faster. Closer and closer, now I could see his beautiful eyes under the mask. Those hypnotizing eyes to which I could stare into for days.

“…ki? Aoki!”, I heard Kazu call me.

“Sorry, I got a little distracted.”

When I looked again, he was gone into the crowd. I felt sad. I wanted him to look at me. Not that it would make any difference. Not that it would make him notice me, but I guess I would feel…better?

So the music started, everybody paired up. Well, everyone but me. Guess it wasn’t a good idea going to a ball without a date. Why should I care? I don’t even like dancing…And as I kept drifting in my thoughts I saw something unexpected. He was standing in a corner…alone. I should have gone talk to him, but my shyness and insecurity wouldn’t let me. Why were he alone? I couldn’t stop asking me that. I was sure he had many invitations…still, he was there.

Smiling…

Just to see his smile I felt kinda happy, you know? I didn’t realize, but I was smiling, too. It didn’t last, though. Coming out of I don’t know where, Tsubasa were already by his side, talking to him, making him laugh. I should be the one doing that. That was my smile…

Don’t know what got into me, but I just stood up and ran out to the garden, desperate, almost crying. What was going on? What was I thinking? Mine? What was my relationship with him? None. That was all. And why was I crying? I was confused, overwhelmed.

I stopped and looked around. Somehow I ran straight to the middle of the hedge maze. I sat down on the bench, with swollen eyes and trembling hands. I still wasn’t sure of what was going on in my head.

“You okay?”

I looked to the grass arch. He was smiling at me, lit by the silver rays of moonlight.

“…yeah…”, I lied.

“Are you sure? I saw when you left running.”, he approached and sat down beside me.

“Why are you here?”, I asked after I nodded “I thought you and Tsubasa…”

“You came here alone, didn’t you? To the ball.”, he ignored my question.

“Yeah, I did…not that it matters. What about you? I didn’t see you with a date.”

He smiled playfully “Well…I didn’t get the invitation I was expecting, so I decided to come here to at least try to dance with that person.”

“So, why aren’t you there? Looking for this person you came here for? Why are you here with me?”, I felt my words come out with a little bit of anger.

This time he laughed. I didn’t understand why, but his laugh was just good to hear. “You’re cute, you know?”, he said after he stopped.

“C…what?”

He stood up and reached out his hand to me. “Do you give me the honor of a dance?”

I felt my face burn, it should be red, so I tried to hide it away. I couldn’t breathe…what was going on? Did he really just asked ME to dance with him? No words would come out of my mouth, but he stood there, smiling. I couldn’t resist that. Slowly, I took his hand and he walked me to the middle of the place.

“But there’s no music.”, I said.

He took off my mask, kissed me on the forehead and held my head against his chest. “Our heartbeat. This should be enough.”

It sounded kinda weird, but at the same time I felt comfortable, like there was nothing to worry about. In that moment, there was just the two of us, there, dancing to that beautiful music, and that was all that mattered. I felt happy. Happier like never before in my life.

That was my first waltz, and the one I would never forget.

Playful Morning

Posted: 2012.Junho.28. in Contos, Love
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O sol da manhã invadiu o quarto, iluminando a mesa cheia de papéis e o notebook ainda ligado, as roupas espalhadas pelo chão e o despertador, que gritava impiedosamente. Desliguei-o rapidamente, abri os olhos e, enquanto me acostumava com a claridade, virei-me, escapando da luz que me cegava.

Sorri ao ver que dormia tranquilamente ao meu lado. Fiquei um tempo admirando seu rosto, tão perfeitamente belo. Mesmo depois de tanto tempo juntos, ainda não acreditava em como tinha sorte de ter alguém como você em minha vida. Apoiei-me em um braço, aproximei-me e dei-lhe um beijo no rosto. Você se mexeu, fazendo seus típicos resmungos matutinos. Adorava ouvi-los.

Lentamente, abriu os olhos. “Bom dia”, você disse, ainda se acostumando à luminosidade e deixando escapar um bocejo.

Meus lábios encontraram os seus por breves, mas estonteantes segundos.

“Bom dia”, eu respondi.

Coloquei meus braços ao seu redor. Você segurou minha mão, dando-lhe mordidas brincalhonas, como sempre fizera. Abracei-lhe mais forte para impedir que fugisse do meu ataque de cócegas, mas o feitiço virou contra o feiticeiro e quem acabou sendo surpreendido fui eu.

Você sorriu divertidamente. Golpe baixo. Nada ganhava daquele sorriso.

“Precisamos levantar…”, você disse depois de me dar um beijo.

“É?”, respondi, abraçando-lhe novamente.

“Hm…acho que podemos ficar aqui por mais um tempo”, você riu, aconchegando-se em meus braços.

Sorri de volta. Ficamos ali, abraçados, conversando, brincando, até adormecermos novamente.

Estávamos presos naquela escura e fria caverna. Talvez aquela viagem não tivesse sido uma boa ideia, no fim…

Você se sentou na areia, abraçando os joelhos, tremendo de frio – ou medo, talvez. A chuva aumentava a cada minuto, não dando sinais de que iria para tão cedo.

“Parece que vamos ficar aqui por um tempo…”, eu disse, tentando quebrar o silêncio que existia entre nós. Como não obtive resposta, continuei “Mas poderia ser pior, não é? Você poderia estar aqui com o Shima-kun.”, brinquei.

Você riu, e isso me acalmou um pouco.

Sentei-me ao seu lado e segurei sua mão, gelada e trêmula, tentando esquenta-la. Não que fosse adiantar muita coisa, já que as minhas também estavam frias.

Sem pensar muito, coloquei meus braços ao seu redor, para que nos mantivessemos um pouco mais aquecidos, e quando você recostou sua cabeça no meu ombro, sem perceber, um sorriso se desenhou em meu rosto. Você se aproximou um pouco mais e suspirou.

“Confortável?”, falei, novamente sem pensar.

“Muito.”, respondeu depois de rir timidamente.

Depois de um tempo, percebi que você adormeceu. Fiquei um tempo olhando seu rosto, e pensei que se você acordasse naquele momento iria achar aquilo muito estranho. Então desviei o olhar, mas logo voltei ao ponto de partida. Havia algo em você que me atraía de uma forma inexplicável. Não apenas sua aparência, mas o modo como falava, como via o mundo, como interagia com as pessoas…tudo em você era misteriosamente apaixonante…

Aquela era a primeira vez que estava tão perto de você. Não queria que acabasse. Queria ficar ali, naquele abraço, para sempre, mesmo que isso significasse ficar preso ali. Pensei isso, mas percebi o quão egoísta e idiota aquilo soava.

Eu estava feliz. De verdade. Não por estar preso em uma caverna no meio de sei-lá-onde, com frio e cansado (não tem como ficar feliz com isso), mas por estar preso em uma caverna no meio de sei-lá-onde com você. Eu sabia que depois que saíssemos dali, tudo voltaria ao normal, por isso queria aproveitar aquele momento.

Acabei adormecendo, e só acordei quando a luz do sol atingiu meu rosto, ofuscando minha visão quando tentei abrir os olhos. Olhei para o lado, esquivando-me daquela armadilha e não pude deixar de sorrir ao ver você, ainda dormindo.

Por algum motivo, dei-lhe um beijo na bochecha. Aparentemente, meu cérebro achou que isso seria muito interessante. Você se mexeu, abriu os olhos lentamente e se endireitou. Tentei agir como se nada tivesse acontecido, e não sei se você resolveu fazer o mesmo, mas apenas sorriu e apontou para fora.

“Parece que já podemos voltar!”, exclamou, se levantando.

Como eu imaginava. No momento em que a tempestade fosse embora, levaria consigo aquele momento…

Caminhamos para fora. O sol iluminava a areia dourada, as ondas quebravam gentilmente na praia, as nuvens pareciam dançar no céu azul. Voltamos para a pousada e fomos recebidos pelos nossos amigos com uma mistura de alegria e preocupação, e levamos uma bronca da Nana-san.

“Vocês sabem o quão preocupada eu fiquei? Vocês poderiam ter se machucado! Ou morrido! Vocês não podem sair correndo desse jeito! Nunca mais façam algo tão irresponsável!!! Prometam!!!”

Passamos nosso último dia da viagem presos naquela caverna. Se eu estivesse com qualquer outra pessoa, diria que foi um desperdício.

Voltamos para o quarto para arrumarmos as malas. Quando terminei, sentei-me na beirada da janela, sentindo o vento bagunçar meus cabelos e o sol esquentar minhas mãos.

“Yo!”, ouvi alguém chamar, e quase cai para frente quando senti cócegas.

Você me olhava rindo.

“Se eu tivesse caído a culpa seria toda sua!”, brinquei, já que estávamos no primeiro andar da casa.

“Me desculpa!”, você retribuiu a brincadeira e se sentou do meu lado “Apesar de tudo que aconteceu, me diverti muito nessa viagem!”

Apenas sorri e concordei com a cabeça.

“Ne…aquela tempestade nos pegou desprevenidos. Se eu soubesse que ela viria, não teria corrido.”

Senti uma pontada no peito. Não sei porque criei expectativas. Era óbvio que você não tinha gostado de ficar naquele lugar…

“Arigatou!”

Fiquei em silêncio, porque não sabia sobre o que você falava. Parece que você entendeu minha expressão de dúvida.

“Por ter me acalmado e não me deixado morrer.”, você riu.

“Ah…fiz o que tinha de fazer ne. Só estou feliz que você esteja bem.”

Ficamos em silêncio.

“Se…”, você quebrou o silêncio “…eu tivesse que passar por aquilo de novo, não mudaria nada.”

Eu ri, mas depois pensei melhor no que você havia dito.

“O que você…”, comecei, mas parei quando, repentinamente, você me deu um beijo na bochecha.

“Ei! Peguem suas coisas! Vamos partir daqui a pouco!”, Nana chamava ao longe.

“Agora estamos quites!”, você disse rindo enquanto corria para a frente da casa.

Eu estava paralisado. Não só pelo beijo, mas também pelas suas últimas palavras. Fui invadido por uma felicidade sem tamanho e comecei a sorrir.

“Não vou chamar de novo! Se eu tiver que ir até aí, você morre!”

Olhei mais uma vez para o céu azul antes de correr para o carro com um sorriso bobo estampado no rosto.

Aquele foi o começo de algo que mudaria minha vida completamente…

Minna-san!

Genki desu ka?

Sobre Aitakatta…eu gosto muito de AKB48, e acho que as letras contam histórias muito bonitas.

Comecei a procurar a tradução de algumas músicas e resolvi escrever histórias baseadas nelas.

Espero que tenham gostado!

OK! Alguns pontos sobre o texto.

• Eles estudam no Kamikaze Gakuen(todas as histórias serão de alunos e professores dessa escola)

• As personagens são aquelas que eu mais conheço do AKB48, mas faltou a Takahashi Minami e a Maeda Atsuko.

• Kaname foi um personagem que criei. Ele é meio bipolar, mas é uma boa pessoa.

• O Jardim Secreto…precisava de um lugar onde os dois se conhecessem melhor e fosse algo só deles, então surgiu a ideia de uma clareira isolada no topo de uma colina de onde se pode ver o oceano! [WTF??? o.Ó]

• Nas férias de verão, é mencionada a casa de praia de Yusuke. Essa viagem de turma vai ser tema para uma outra história, depois de mostrar todos os personagens. Vai ser uma Extra Class!

• Não sei se é assim que funciona (ou se existe esse negócio) quando os alunos têm de limpar a sala depois da aula, mas precisava de uma situação em que os dois pudessem conversar. Tinha pensado em faze-los se encontrar depois da aula, no corredor, mesmo, mas acho que assim tá melhor.

• As frases em japonês…sei lá por que coloquei em japonês. Acho que fica mais profundo quando ditas assim…>.<

• Ficou vago o final? Tenho essa impressão…

Esperem por mais Kamikaze Gakuen no Memories!

Todos estavam reunidos no pátio, ouvindo o discurso de Kawahara-sensei.

“Eh…e com isso damos início às férias de verão.”

Gritos de alegria explodiram por todos os lados.

Minami estava sentada conversando com Haruna e Tomomi.

“Mii-chan, olha.”, Tomomi disse apontando para Kaname que acabara de passar por elas.

O garoto sentiu olhares sobre ele, mas foi apressado sentar-se em um banco. De onde estavam, as três só conseguiam ver as costas do jovem, mas percebiam que parecia incomodado.

“Parece que ele tá sentindo um peso na consciência, né?”, brincou Tomomi.

“Por que não vai falar com ele, Mii-chan?”, sugeriu Haruna.

Minami não disse nada, só continuou olhando para Kaname. Respirou fundo e, quando ia se levantar, surpreendeu-se ao ve-lo levantar também. Sentou-se novamente e esperou para ver o que ele iria fazer.

“Oh! Ele tá vindo pra cá!”

Haruna e Tomomi fingiram que não estavam nem aí [olharam para cima com cara de “nem sei o que tá acontecendo]. Kaname se aproximou do grupo.

“Eh…Minami-san…”

“Quer alguma coisa?”, perguntou Tomomi.

“Eu…eu…só…”

“Se não é nada–”

“Gomen, Minami!”, ele finalmente gritou.

Haruna e Tomomi se entreolharam e deram uma cotovelada nada sutil em Minami.

“Gomen, ne…Eu…eu não sei por que eu falei aquelas coisas…acho que é só um jeito de me proteger…”

Minami continuou ignorando.

“Ah! Minami-san, como pedido de desculpas, deixe-me mostrar o meu lugar preferido aqui na cidade!”

“…”

“É realmente bonito! Tenho certeza que você vai gostar!”

“Obrigada, mas–“, Minami foi interrompida pelas mãos de Haruna.

“É claro que ela vai!”, disse, empurrando a amiga e o garoto para fora da escola.

“Haruna! Me solta!!!”

“Divirtam-se e não ouse voltar, Minami! Jya ne!”

A porta se fechou.

“Haruna…”

“Gomen…de verdade…”

“Olha só. Parece que os papéis se inverteram!”, ela disse com um sorriso.

“Eh?”

“Então, nós vamos ou não?”

“Maji?”

“Bom…aparentemente não posso voltar, a não ser que queira entrar em coma, então é a única opção…”

Kaname riu. Minami não percebeu, mas também sorriu.

“Ikuze!”

Os dois subiram em suas bicicletas e partiram.

Pedalaram pela cidade até alcançarem uma colina. Durante a subida, Minami sentia a gentil brisa acariciar seu rosto, enquanto ouvia o canto de pássaros e sentia o aroma das flores. Olhou para cima e viu a luz do sol por entre as árvores. Não pôde evitar um sorriso.

Pararam em frente a uma grande pedra. Desceram das bicicletas e começaram a escalar.

“Você não disse nada sobre escalar!!!”

“Não se preocupe, vai valer a pena!”

Continuaram subindo até chegarem ao topo. Minami olhou para suas roupas. Todas sujas de terra e suor.

“Minha mãe vai me matar quando vir isso…”

“Vamos!”

Minami seguiu o garoto por mais alguns metros. Em certo ponto da caminhada, teve que cobrir os olhos com as mãos por causa da luz do sol, que a atingiu de repente.

“Contemple!”, ouviu-o falar.

Aos poucos, abriu os olhos e se acostumou com a claridade.

“Ah! Suteki!!!”, exclamou

“Bem-vinda ao meu jardim secreto!”

Minami não conseguiu falar mais nada, apenas continuou a olhar aquele maravilhoso lugar.

Uma grande clareira, cercada por grandes árvores coloridas. Próximo de onde estava, um pequeno lago brilhava sob a luz do sol e um pouco mais a frente, depois de um emaranhado de arbustos, o grande oceano podia ser visto em toda sua majestade.

Minami não conseguia parar de sorrir. Kaname sentou-se em um bloco de pedra que servia de banco, acompanhado da jovem.

“Descobri esse lugar quando fugi de casa.”

“Fugiu?”

“Meus pais estavam sempre brigando e eu não queria mais ouvir aquilo. Saí correndo e vim parar aqui.”

“Então…você morou por aqui?”

“É. Mas tive que me mudar. Depois do divórcio, meus pais me disseram para escolher com quem queria morar. Eu disse que se não fosse com os dois, não ficaria com nenhum. Aí, corri pra casa da baa-chan, que é onde estou agora. Não sei se foi a coisa certa a se fazer. Só queria que nada disso tivesse acontecido…”

“Ne…gomen.”

“Por quê?”

“Eu te julguei mal…achei que era um daqueles riquinhos de nariz empinado…”

“É, já ouvi essa muitas vezes…”

“Arigatou.”

” ? ”

“Por me mostrar esse lugar. Parece que quando estou aqui, todos os meus problemas desaparecem.”

“Eu senti saudades. Fiquei fora por um bom tempo. Sabe, nuca contei sobre esse lugar a ninguém.”

“Sério? O que te levou a mostrar para mim?”

“…shiranai.”

Conversaram por um longo tempo, e quando perceberam o sol já estava se pondo.

Os dias se passaram, e Kaname se enturmava cada vez mais com os colegas de classe, saindo para karaokês, parques de diversão e para a casa de praia de Yusuke.

Logo, as férias chegaram ao fim…

“Eh…minna-san…hoje recomeçamos as aulas, mas…eh…temos de nos despedir de Nakagawa-san. Como havia dito, ele só ficaria conosco até as férias de verão acabarem. Por favor, Nakagawa-san, se tiver algo a dizer.”

Kaname deu um passo para frente e olhou para a turma.

“Arigatou ne, minna! Graças a vocês, pude me divertir bastante nesses meses. Fiquei muito feliz de conhecer todos. Arigatou!”

Quando ele terminou, todos levantaram para se despedir do colega. Minami olhou aquela cena com um certo aperto no coração.

“Por que estou me sentindo assim?”, perguntou a si mesma.

Kaname se aproximou da jovem, que olhou para ele com um pequeno sorriso triste em seus lábios.

“Arigatou, Minami-san. Sayonara.”, ele disse e foi embora sem olhar para trás.

“Sayo…nara.”

“Ne…Mii-chan…está tudo bem assim?”, perguntou Mari.

“Eh?”

“Deixar ele ir sem dizer nada.”

“Do que vocês estão falando? Eu disse sayonara.”

“Mii-chan, para. Você sabe do que estamos falando.”, continuou Tomomi.

“Não, eu não sei! Querem parar de fingir que sabem sobre o que eu sinto!”

“Tudo bem. Não vamos mais falar nada. Faça o que quiser, mas não vá se arrepender depois.”, Haruna disse.

As três saíram da sala. Minami olhou pela janela e respirou fundo.

“Ne…será que fomos muito duras com ela?”, perguntou Tomomi.

“Iie. Ela é forte. Além disso, sabe exatamente o que seu coração sente.”, disse Mari.

De repente, um vulto passou por elas como um furacão.

“EH? O que foi isso?”, assustou-se Haruna.

“愛 [Ai]”, riu Mari.

Pelas ruas da cidade, um vulto passava veloz por entre as pessoas.

Com todas as suas forças Minami sorria enquanto pedalava rumo ao topo da colina. Quanto mais alto, mais o vento soprava, forte e gelado. Mesmo assim, a jovem não fraquejava, continuava a subida, determinada. Mais determinada do que em qualquer outro momento de sua vida.

Se isto que sinto é amor, vou gritar do fundo dos meus pulmões.

Arigatou, minna. Vocês me fizeram abrir os olhos.

Finalmente percebi meus verdadeiros setimentos.

Mesmo que algo ruim aconteça, não quero me arrepender de nada.

Quero vê-lo. Quero muito vê-lo!

Neste momento, quero vê-lo mais do que qualquer coisa.

Minami pedalou e escalou, determinada, mas com medo de ser tarde demais.

Correu por entre as árvores e chegou ao jardim.

“Kaname…”

A lua começara a surgir no céu, e o coração da jovem estava se despedaçando lentamente. Caminhou para fora da clareira, onde podia ver o oceano, iluminado pela luz prateada. Sentou-se no banco de pedra e começou a chorar.

“Kaname…”

“Por que está chorando?”

“Por que eu demorei demais para perceber que–“

Minami levantou-se, assustada e feliz ao mesmo tempo.

“Perceber o quê?”

“大好き! [daisuki!]”, ela gritou “大好きだよ! [daisukidayo!]”

Kaname sorriu e a abraçou.

“Mesmo que não sinta o mesmo por mim, eu–“

“僕は君が好き. [Boku wa kimi ga suki.]”

“Eh?”

Kaname deu um sorriso envergonhado.

“Não me faz repetir, por favor. Eu não vou conseguir repetir agora.”

Minami riu. Kaname se aproximou e beijou-a. Sorriram e olharam para a lua, que parecia mais brilhante do que antes.

Prometa que vai voltar…

Um ano se passou…

“Eh…hoje, oficialmente, reiniciamos as aulas. Primeiramente…”

Minami estava ouvindo Kawahara-sensei quando ouviu Haruna a chamar.

“Mii-chan. Mite!”, a jovem disse, apontando para o jardim.

Minami olhou e sorriu. Levantou-se e correu para a porta.

“Oh! Minegishi-san, onde você pensa que vai?!!!”, gritou Kawahara-sensei.

Mas a garota não ouviu. Não ouviu mais nada, apenas uma alegre música em sua cabeça.

Ao chegar no jardim, correu para a cerejeira onde vira Kaname, mas ele não estava ali. No lugar, encontrou apenas um bilhete.

僕たちの秘密 [Bokutachi no Himitsu]

“Minegishi-san! Volte já para a sala!”, Kawahara-sensei gritava pela janela.

Minami não hesitou. Subiu em sua bicicleta e pedalou o mais rápido que conseguiu em direção à colina com um único pensamento:

“合いたかった!”

Minna-san!

Acabou! Meu primeiro texto baseado em uma música!

Pelo que eu sei, Aitakatta significa quero te ver, mas não sei se tá certo…

De qualquer forma, espero que tenham gostado! Às vezes acho que ficou fraco…

Mas eu posso melhorar, né! Ainda vou poder escrever muitos!

Jya ne!

Minegishi Minami

Kojima Haruna

Shinoda Mariko

Itano Tomomi