Nowhere to Run

Posted: 2012.Agosto.28. in Random Thoughts
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The shards of this heart

Flying through the cold night

The kind of night that frightens

And wants to eat me alive

Like beasts surrounding their prey

I feel the darkness’s embrace

It rapes my soul, grinning loudly

And then it’s gone, leaving no trace

A river of shadows

Is where I’m falling awake

Even the hardest walls I put up

They can easily break

Where is that smile?

Where have it gone?

Where will it lead me,

This path I am on?

Hands reach out to stop me

Tearing me apart

“Nowhere to run”, it says

“I’m here inside your heart”

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Playful Morning

Posted: 2012.Junho.28. in Contos, Love
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O sol da manhã invadiu o quarto, iluminando a mesa cheia de papéis e o notebook ainda ligado, as roupas espalhadas pelo chão e o despertador, que gritava impiedosamente. Desliguei-o rapidamente, abri os olhos e, enquanto me acostumava com a claridade, virei-me, escapando da luz que me cegava.

Sorri ao ver que dormia tranquilamente ao meu lado. Fiquei um tempo admirando seu rosto, tão perfeitamente belo. Mesmo depois de tanto tempo juntos, ainda não acreditava em como tinha sorte de ter alguém como você em minha vida. Apoiei-me em um braço, aproximei-me e dei-lhe um beijo no rosto. Você se mexeu, fazendo seus típicos resmungos matutinos. Adorava ouvi-los.

Lentamente, abriu os olhos. “Bom dia”, você disse, ainda se acostumando à luminosidade e deixando escapar um bocejo.

Meus lábios encontraram os seus por breves, mas estonteantes segundos.

“Bom dia”, eu respondi.

Coloquei meus braços ao seu redor. Você segurou minha mão, dando-lhe mordidas brincalhonas, como sempre fizera. Abracei-lhe mais forte para impedir que fugisse do meu ataque de cócegas, mas o feitiço virou contra o feiticeiro e quem acabou sendo surpreendido fui eu.

Você sorriu divertidamente. Golpe baixo. Nada ganhava daquele sorriso.

“Precisamos levantar…”, você disse depois de me dar um beijo.

“É?”, respondi, abraçando-lhe novamente.

“Hm…acho que podemos ficar aqui por mais um tempo”, você riu, aconchegando-se em meus braços.

Sorri de volta. Ficamos ali, abraçados, conversando, brincando, até adormecermos novamente.

Estávamos presos naquela escura e fria caverna. Talvez aquela viagem não tivesse sido uma boa ideia, no fim…

Você se sentou na areia, abraçando os joelhos, tremendo de frio – ou medo, talvez. A chuva aumentava a cada minuto, não dando sinais de que iria para tão cedo.

“Parece que vamos ficar aqui por um tempo…”, eu disse, tentando quebrar o silêncio que existia entre nós. Como não obtive resposta, continuei “Mas poderia ser pior, não é? Você poderia estar aqui com o Shima-kun.”, brinquei.

Você riu, e isso me acalmou um pouco.

Sentei-me ao seu lado e segurei sua mão, gelada e trêmula, tentando esquenta-la. Não que fosse adiantar muita coisa, já que as minhas também estavam frias.

Sem pensar muito, coloquei meus braços ao seu redor, para que nos mantivessemos um pouco mais aquecidos, e quando você recostou sua cabeça no meu ombro, sem perceber, um sorriso se desenhou em meu rosto. Você se aproximou um pouco mais e suspirou.

“Confortável?”, falei, novamente sem pensar.

“Muito.”, respondeu depois de rir timidamente.

Depois de um tempo, percebi que você adormeceu. Fiquei um tempo olhando seu rosto, e pensei que se você acordasse naquele momento iria achar aquilo muito estranho. Então desviei o olhar, mas logo voltei ao ponto de partida. Havia algo em você que me atraía de uma forma inexplicável. Não apenas sua aparência, mas o modo como falava, como via o mundo, como interagia com as pessoas…tudo em você era misteriosamente apaixonante…

Aquela era a primeira vez que estava tão perto de você. Não queria que acabasse. Queria ficar ali, naquele abraço, para sempre, mesmo que isso significasse ficar preso ali. Pensei isso, mas percebi o quão egoísta e idiota aquilo soava.

Eu estava feliz. De verdade. Não por estar preso em uma caverna no meio de sei-lá-onde, com frio e cansado (não tem como ficar feliz com isso), mas por estar preso em uma caverna no meio de sei-lá-onde com você. Eu sabia que depois que saíssemos dali, tudo voltaria ao normal, por isso queria aproveitar aquele momento.

Acabei adormecendo, e só acordei quando a luz do sol atingiu meu rosto, ofuscando minha visão quando tentei abrir os olhos. Olhei para o lado, esquivando-me daquela armadilha e não pude deixar de sorrir ao ver você, ainda dormindo.

Por algum motivo, dei-lhe um beijo na bochecha. Aparentemente, meu cérebro achou que isso seria muito interessante. Você se mexeu, abriu os olhos lentamente e se endireitou. Tentei agir como se nada tivesse acontecido, e não sei se você resolveu fazer o mesmo, mas apenas sorriu e apontou para fora.

“Parece que já podemos voltar!”, exclamou, se levantando.

Como eu imaginava. No momento em que a tempestade fosse embora, levaria consigo aquele momento…

Caminhamos para fora. O sol iluminava a areia dourada, as ondas quebravam gentilmente na praia, as nuvens pareciam dançar no céu azul. Voltamos para a pousada e fomos recebidos pelos nossos amigos com uma mistura de alegria e preocupação, e levamos uma bronca da Nana-san.

“Vocês sabem o quão preocupada eu fiquei? Vocês poderiam ter se machucado! Ou morrido! Vocês não podem sair correndo desse jeito! Nunca mais façam algo tão irresponsável!!! Prometam!!!”

Passamos nosso último dia da viagem presos naquela caverna. Se eu estivesse com qualquer outra pessoa, diria que foi um desperdício.

Voltamos para o quarto para arrumarmos as malas. Quando terminei, sentei-me na beirada da janela, sentindo o vento bagunçar meus cabelos e o sol esquentar minhas mãos.

“Yo!”, ouvi alguém chamar, e quase cai para frente quando senti cócegas.

Você me olhava rindo.

“Se eu tivesse caído a culpa seria toda sua!”, brinquei, já que estávamos no primeiro andar da casa.

“Me desculpa!”, você retribuiu a brincadeira e se sentou do meu lado “Apesar de tudo que aconteceu, me diverti muito nessa viagem!”

Apenas sorri e concordei com a cabeça.

“Ne…aquela tempestade nos pegou desprevenidos. Se eu soubesse que ela viria, não teria corrido.”

Senti uma pontada no peito. Não sei porque criei expectativas. Era óbvio que você não tinha gostado de ficar naquele lugar…

“Arigatou!”

Fiquei em silêncio, porque não sabia sobre o que você falava. Parece que você entendeu minha expressão de dúvida.

“Por ter me acalmado e não me deixado morrer.”, você riu.

“Ah…fiz o que tinha de fazer ne. Só estou feliz que você esteja bem.”

Ficamos em silêncio.

“Se…”, você quebrou o silêncio “…eu tivesse que passar por aquilo de novo, não mudaria nada.”

Eu ri, mas depois pensei melhor no que você havia dito.

“O que você…”, comecei, mas parei quando, repentinamente, você me deu um beijo na bochecha.

“Ei! Peguem suas coisas! Vamos partir daqui a pouco!”, Nana chamava ao longe.

“Agora estamos quites!”, você disse rindo enquanto corria para a frente da casa.

Eu estava paralisado. Não só pelo beijo, mas também pelas suas últimas palavras. Fui invadido por uma felicidade sem tamanho e comecei a sorrir.

“Não vou chamar de novo! Se eu tiver que ir até aí, você morre!”

Olhei mais uma vez para o céu azul antes de correr para o carro com um sorriso bobo estampado no rosto.

Aquele foi o começo de algo que mudaria minha vida completamente…

Nightmare – Death

Posted: 2012.Junho.15. in Contos
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Olhou ao redor. Estava no mesmo escuro corredor da outra noite, mas dessa vez, ao invés de quadros macabros, as paredes estavam cobertas de bolhas, que se balançavam de modo grotesco.

Precisava se encontrar com seus amigos o mais rápido possível. Se estivesse certa, conseguiriam escapar daquele lugar sem problemas. Cautelosamente, avançou.

Tentava não prestar atenção nos gritos que ecoavam por todos os lados, mas não havia como. Começou a correr, passando por vários corredores onde estranhas criaturas começavam a se materializar.

Parou, ofegante. Os gritos já não podiam mais ser ouvidos.

“Me…ajude…”

“Nami?”, ela chamou, correndo na direção da voz “Nami!”

Abriu uma porta de metal e encontrou a garota, imóvel no centro da sala, seus olhos expressavam um terror que Aya nunca tinha visto antes.

“O que…”

“Me…ajude…”

Aya começou a caminhar em direção à amiga, mas parou ao sentir uma dor profunda na perna. Sangue escorria de um corte. Como isso acontecera? A jovem olhou para o local com mais atenção e percebeu que haviam fios, praticamente transparentes e extremamente cortantes, por toda a sala. Nami estava presa em uma armadilha.

“Aya…”, ela começou a chorar “Por favor…”

Um desespero sem tamanho tomou conta da garota. Precisava salvar a amiga.

Antes que pudesse fazer qualquer coisa, ouviu um pequeno estalo e, de repente, todos os fios se esticaram e torceram entre si. As paredes e o chão foram manchados de vermelho.

Aya ficou paralisada, seus olhos não conseguiam acreditar no que havia acontecido. Um sino começou a tocar e todo o local foi tomado pelas sombras.

“NAMIIIII!!!!!”

Ofegante e suando frio, Aya se levantou bruscamente e, ignorando a dor que sentia na perna, saiu para o corredor. Quando chegou no quarto de Nami, a porta estava trancada.

“Aya, você está bem!”, ouviu Yuzuki se aproximar.

“Por favor, me ajuda a abrir a porta!!!”

“O que…”

“A Nami pode estar…”, Aya não conseguiu terminar a frase.

Sem hesitar, Yuzuki chutou a porta, que se abriu violentamente. Correram para dentro do aposento.

Aya abafou um grito com as mãos e caiu para trás, chorando.

“Não…Nami…por que…”, Yuzuki caiu de joelhos, não conseguindo acreditar no que via.

Estava mais do que claro para eles que precisavam escapar daquele lugar, mas…como? Mais uma noite e poderiam ser as próximas vítimas. O sol começara a surgir no horizonte, mas nem isso conseguiu renovar as  esperanças dos dois…

Hello!

Posted: 2012.Junho.15. in Random Thoughts
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Olá, meus queridos leitores! Sim, ainda estou vivo!

Muitas coisas aconteceram esse começo de ano. Muitas coisas boas!

Hm…sabem quem eu não vejo faz t–

Finalmente você resolveu aparecer por aqui! Você deveria sofrer uma punição por toda a eternidade por abandonar esse lugar por tanto tempo!

Mas nem faz tanto tempo assim, MIROTIC…

NÃO FAZ TANTO TEMPO?!? VOCÊ SABE POR QUANTO TEMPO EU FIQUEI TRANCAFIADO NESSA SALA? 

Que…sala?

Que s…COMO ASSIM QUE SALA??? ESSA ONDE NÓS ESTAMOS!!! Toda vez que você sai, as portas são misteriosamente trancadas e eu não posso sair!!!

Ah…então é por isso? Eu achava que você simplesmente gostava de ficar aqui. Mals ae hehe…

Mals ae? MALS AE???? É só isso que você tem a me dizer? Não sentiu nem um pouco minha falta? Hã? HÃÃÃÃÃÃÃ???

Você se sentiu solitário?

…talvez…um pouco…

…que é?

Você quer um abraço?

Não.

Eu sei que você quer.

Não se atreva a encostar em mim!!!

Por que você tá correndo? Let me love you!

NÃO ME TOCA, CRIATURA DAS PROFUNDEZAS!!!!!

Onde eu estava? Ah, sim! Tem um novo post! Finalmente! Ae!

ME SOLTAAAAA!!!

E…bom, esperem por mais posts, contos, histórias, intrevistas e blas.

Jya ne~!

EU JURO QUE SE VOCÊ NÃO ME SOLTAR NESSE EXATO MOMENTO EU VOU ARRANCAR SEU–

-Fim de transmissão-

Nightmare

Posted: 2012.Fevereiro.9. in Contos
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Seus olhos assustados percorreram as escuras paredes a sua frente. Quadros macabros retratando sacrifícios e assassinatos estavam pendurados de modo perturbador. Olhou ao redor. Tudo o que via era trevas. Estava sentada em sua pequena ilha de luz, criada por uma única vela acima de sua cabeça.

Se tudo aquilo era um sonho, queria acordar o mais rápido possível.

Ouviu passos. Levantou-se e caminhou na direção do som. Outras velas se acenderam, revelando um extenso corredor. Não havia portas ou janelas, apenas mais quadros, todos retratando o mesmo tema dos primeiros.

Será que aquele era o destino de todos os que entravam ali? Sentiu um calafrio. Não queria morrer naquele lugar…

Começou a caminhar, lentamente, pelo corredor. Poderia haver uma saída do outro lado. Caso não houvesse, poderia encontrar alguém, pensou. Mas suas esperanças foram diminuindo a cada passo que dava em direção ao desconhecido.

Quanto tempo já havia se passado? Minutos? Horas? Dias, talvez.

De repente, sentiu algo segurar seu tornozelo. Assim que olhou para trás, tentou gritar, mas nenhum som saiu de sua boca. Mãos disformes, cheias de pequenos buracos, impediam-na de se mover. A cada instante, sentia seus ossos serem comprimidos. Caiu no chão, seus olhos cheios de lágrimas. Num movimento desesperado, chutou-as com toda sua força e conseguiu se libertar daquela armadilha.

Antes que pudesse correr, surgiram braços, tão grotescos quanto as mãos, que se ligaram a elas. Um corpo começou a emergir das sombras, que agora cobriam boa parte do corredor já percorrido. Cicatrizes eram o que menos apavoraram a jovem. Por todo o corpo da criatura, pequenos rostos deformados pareciam gritar por socorro. Por fim, a cabeça se materializou. Nada além de cortes e uma boca cheia de dentes afiados e manchados de vermelho.

Com dificuldade, ela se levantou, tentando ao máximo não gritar. Virou-se e, mancando, recomeçou a avançar pelo corredor. Tentou andar mais rápido ao ouvir os passos da monstruosidade que a seguia, mas era inútil.

Mesmo sem olhar para trás, sabia que “aquilo” estava cada vez mais perto, rastejando, contorcendo-se, rugindo. Manchas de sangue começaram a colorir as paredes e o piso.

Um segundo de distração foi o bastante para ela sentir uma dor insuportável e cair no chão, chorando, não só por causa do tornozelo machucado, mas também por causa do medo.

Olhou para trás. O corredor parecia girar, contrair e expandir. Assim que ouviu o rugido da criatura, fechou os olhos e sentiu o hálito quente e fétido dela em seu rosto, que começava a derreter. Gritou o mais alto que pôde.

Reabriu os olhos. Tocou a face. Nada havia mudado. Estava deitada em sua cama, ofegante e suando frio. Então, tudo não passara de um pesadelo. Ela respirou aliviada.

O sol estava surgindo no horizonte, e seus raios iluminaram o pequeno sorriso que crescia nos lábios da jovem. Jogou o cobertor para o lado e virou-se para descer da cama. Assim que colocou o pé direito no chão, sentiu uma pontada de dor. Olhou para baixo e ficou paralisada. Hematomas de um roxo profundo cobriam seu tornozelo.

Aquele medo que sentira no “sonho” voltou a atingi-la violentamente.

O que quer que estivesse acontecendo naquele lugar, não era normal. Precisavam sair de lá o mais rápido possível.

Portal de Selamento

Posted: 2012.Janeiro.17. in Vlenduri Ouz
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Nada.

Foi o que, repentinamente, Vlenduri Ouz sentiu.

-O que é o nada, Millena? – perguntou a sua assistente.

-Nada. – ela respondeu após refletir por alguns segundos.

-Mas se o “nada” é nada, então ele é alguma coisa, não?

Esse talvez fosse o passatempo favorito de Vlenduri: filosofar sobre coisas com as quais ninguém ao seu redor se importa.

Millena estava se dirigindo para a porta quando foi chamada novamente.

-Poderia me trazer um chá?

-Tem preferência quanto ao aroma?

-Não, não. Qualquer um serve.

-Com licença.

Na verdade, Vlenduri não gostava de chá, mas gostava de dizer que havia algo o incomodando. Essa cena havia se tornado uma rotina para os dois, tanto que Millena nem discutia mais.

Vlenduri era o sub-chefe do Portal de Selamento, uma prisão de segurança máxima. Pelo menos era o que diziam…

Nada.

Novamente, seu olhar vagou pela sala. Olhou sem ver. Quando voltou a si, viu uma luz se aproximando, caindo do céu.

-Oh! Uma estrela cadente! – bateu palmas e pulou para perto da janela – Pedido! Pedido! Hm…

Alguns segundos depois, a luz se tornou uma esfera de energia que atingiu o aposento mais alto do Portal de Selamento.

Vlenduri ficou um tempo pensando se aquilo realmente devia acontecer, mas olhou para os escombros caindo e deu de ombros. Uma voz anunciou pelos alto falantes que o comandante do Portal de Selamento havia sofrido um acidente.

-É…por motivos extraordina…nariamente biz…estr…normais! É, normais! O Sr. Ohkin foi…afastado do Portal de Selamento. Por favor, Sr. Ouz, assuma o comando do Portal…tipo…para sempre!!! – declarou a voz que parecia estar correndo de um bando de touros raivosos.

Vlenduri ouviu atentamente ao anúncio. Millena entrou na sala e viu o homem parado.

-Senhor…

-Millena, quem é esse tal de Ouz?

-O senhor…

-Não, não. Meu nome é Velnduri. Ouz é um nome estranho. Quem em sã consciência se chamaria Ouz?

-Senhor, seu nome é Vlenduri OUZ! – ela disse, dando ênfase no “Ouz” – Você, senhor, é o novo chefe do Portal de Selamento.

O homem ficou parado, olhando a assistente. Millena não tinha certeza se o chefe estava pensando ou se tina gases. Após uma longa pausa, Vlenduri soltou uma risada alta e divertida. Millena concluiu que eram gases.

-Ei, Millena, não é engraçado? Eu sou meu próprio chefe. – ele disse se recuperando do ataque de risos – Sou tão superior a mim mesmo que consigo ler meus próprios pensamentos!!!

-Senhor, não é assim que funciona. E todos conseguimos ler nossos próprios pensamentos.

Vlenduri soltou outra gargalhada. Millena começava a ficar preocupada se realmente fossem gases.

De repente, a porta se abriu e um homem de terno preto, óculos escuros e cercado de seguranças entrou. Jogou uma pasta na mesa e olhou para Vlenduri ferozmente com seus seis olhos esbugalhados.

-Sr. Ouz, como novo chefe do Portal de Selamento, é, agora, sua responsabilidade vigiar e garantir que nenhum dos prisioneiros escape do Portal.

-Sério? Que trampo…se eu soubesse não teria desejado pra estrela cadente. – sussurrou.

-Disse algo, senhor?

-Não, não.

-Tenho certeza que fará um ótimo trabalho – o homem sorriu sombriamente.

Nesse momento, o alarme soou e a voz desesperada anunciou novamente nos alto falantes:

-Ah, meu sagrado repolho! O prisioneiro AAA-000 quebrou o selo de proteção e conseguiu escapar! Por favor mantenham a calma! – ouviu-se uma explosão e a voz ficou mais esganiçada – Ele alcançou as celas superiores e continua subindo!!! Corram! Corram por suas vidas!!! – outra explosão.

-Como vão, senhores? – o prisioneiro AAA-000 cumprimentou – Agradeço por terem a pior guarda do mundo.

Um tempo depois, a energia foi cortada. Vlenduri sentou.

-Millena.

-Senhor?

-Aquele homem… – fez uma pausa, respirou fundo e continuou – Aquele homem roubou meu chá!

-É com isso que está preocupado? – ela gritou – Um dos criminosos mais perigosos está à solta e você se preocupa com a droga do seu chá, que, por sinal, você nem gosta!!!

-Por que está tão irritada?

-Você não ouviu nada do que acabou de acontecer?

-Sim, e daí? É só prendê-lo novamente, não?

-Se acha tão fácil, por que nao vai você? – Millena berrou e saiu da sala, seus olhos flamejando de fúria.

Vlenduri pensou na ideia, mas ela desapareceu de repente, dando lugar a coelhinhos felizes e saltitantes. Olhou pela janela. Aquilo tudo havia começado por causa do estúpido pedido àquela estrela explosiva. Não, o pedido não era estúpido, a estrela era.

-Estrela estúpida.

Ficou com raiva e quis bater em algo, mas uma ideia surgiu em sua mente, rápida e repentinamente.

-É isso! Por que não prender o criminoso com minhas próprias mãos? – disse sorrindo – Assim eu posso sair dessa sala mofada e cheirando a gases de mamute!!!

Acionou o interfone e chamou Millena.

-Millena, pode prepara uma mala com utensílios úteis para uma aventura? Obrigado. Ah! E prepare o melhor chá que tivermos em uma jarra grande, porque hoje eu vou sair à caça, e não volto até que capture aquele bizonho!

Vlenduri olhou para o horizonte. A lua começava a desaparecer, e o astro rei subia lentamente no céu.

Uma ótima hora pra começar uma aventura, ele pensou. Respirou fundo, mas se arrependeu, por causa do cheiro do aposento, e caminhou até a porta.

Millena entregou a pequena mala com vários objetos que achou serem úteis em uma aventura e a jarra de chá para seu chefe.

-Millena, o que é isso?

-Chá, senhor.

-Não, esse ponto preto…subindo…no meu…braço…

Vlenduri jogou tudo para o alto e correu porta a fora. Sem olhar para onde ia, acabou tropeçando e caindo do barranco.

-Estou bem! – ele gritou lá de baixo.

Millena suspirou e pegou sua mala. Não podia deixar aquela criatura acéfala viajar sozinha. Iria morrer antes de alcançar os portões.

Então, assim que Vlenduri escalou de volta o barranco, os dois saíram na mais fantástica aventura de todos os tempos…ou era o que todos esperavam…

The End…?

Minna-san!!!

Aqui apresento-lhes uma introdução alternativa para Vlenduri Ouz!

Novamente, podemos ver porque ele recebeu o título de “O mais idiota”.

Quem seria capaz de suportar tal criatura?

Será que eles conseguirão encontrar e prender o fugitivo AAA-000?

Quantas mais burradas Vlenduri conseguirá fazer ao longo da jornada?

Fiquem ligados para mais Vlenduri Ouz!!!

Jya ne~!