Devil’s Bride – part 2

Posted: 2011.Setembro.9. in Devil's Bride
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-Hika-chan! – ouviu alguém chama-la.

Levantou a cabeça da mesa e viu Hiroshi olhando para ela.

-Você é uma preguiçosa! Como pôde abandonar o clube enquanto ainda estávamos em reunião? – gritou Hiroshi indignado.

-Hiro-kun, pode parar de fazer escândalo? Não consegui dormir direito ontem.

-Bem feito! Se tivesse ficado conosco, hoje estaria na maior pilha!

-Por quê? Aconteceu alguma coisa? – perguntou, não parecendo muito interessada, apesar de estar.

-Logo depois que você fugiu, ouvimos sons estranhos vindos do lado de fora. Quando saímos vimos sombras correndo de um lado pro outro…

-Coelhos, talvez. – disse a jovem, perdendo um pouco do interesse pela história.

-Cogitamos a ideia, mas nos lembramos que não há coelhos por aqui. Continuando…nos aproximamos, mas elas desapareceram, deixando no chão…adivinha!? Adivinha!? ADIVINHA?!!! – fez uma pausa, mas continuou percebendo que a amiga não iria dizer nada – Marcas!!!

-Isso…era pra me deixar admirada?

-O q…voc…como…ARGH!!! – o garoto fez uma careta, virou-se e saiu andando, atropelando quem ficasse em seu caminho.

-Hika-chan, não faz isso com o Hiro-kun. – disse Kai, tentando esconder um sorriso maldoso – Sabe que ele tem ataques maníacos com relação ao sobrenatural, em especial, pegadas. Não entendo por quê…

-Gomen! Não farei de novo.

Olhou pela janela e avistou o grande relógio.

-Kai-kun! Você já reparou que existe uma estátua ao lado do grande relógio? – perguntou animada, lembrando-se da noite anterior.

-Estátua? Não há nada ao lado do relógio, pelo que eu sei. – respondeu intrigado – Talvez eu não tenha reparado.

-Ou talvez eu estivesse com sono e acabei vendo coisas…

Hikari sorriu, mas algo lhe dizia que não foi bem isso que aconteceu.

O sinal da última aula tocou, todos se levantaram e correram para fora da escola. Os cinco membros do clube de investigação sobrenatural iam juntos para casa. Quando estavam próximos do portão, Hikari olhou para o grande relógio. A estátua estava lá.

Como no dia anterior estava escuro, não pode vê-la em detalhes. Era, em sua maioria, escura, exceto pelos olhos, que emitiam uma luz avermelhada, e pelos cabelos prateados, que pareciam se agitar com o vento. Vestia uma longa capa, um casaco e botas cheios de fivelas, uma calça com rasgos aqui e ali, e uma máscara que cobria seu rosto do pescoço ao nariz. Por que alguém escolheria uma estátua tão…estranha? Poderia até ser uma gárgula, qualquer coisa mais comum de se ver no alto de construções, mas tiveram que escolher aquilo?

-Kai, olha ali! – disse apontando para a estátua.

O jovem se virou e sorriu para ela.

-Como eu pensei. Não há estátua ali, né!

-Eh?

Hikari olhou novamente. A figura havia desaparecido. Não era possível que tivesse imaginado tudo aquilo. Ou era? Virou-se para o colega e concordou, ainda confusa e um pouco amedrontada.

-Ei, vocês dois!!! Vamos logo! Ainda temos que pensar no que fazer pra tirar uma boa fotografia da Árvore Sangrenta na sexta! – gritou Sora.

-Já disse que não vamos publicar essa baboseira! – repreendeu-o Yumi.

Hikari se juntou ao grupo, mas deu uma última olhada para o relógio, na esperança de ver a estátua…ou o que quer que fosse aquilo.

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